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TRE menospreza teoria da “Causa Madura” e procrastina mais uma vez julgamento de Carmelita Castro

Pedido de vista que regimentalmente é de 10 dias, na prática, se transformou em 20 dias na trama mexicana em ação no Piauí

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Jornalismo de VerdadeANDRÉ PESSOA Fotojornalista pernambucano especializado em reportagens ambientais. Tem trabalhos publicados em exposições, catálogos de arte, livros, emissoras de televisão, jornais, revistas e plataformas digitais no Brasil e no exterior. Já esteve documentando a natureza, a cultura e a história de países como a Polônia, Grécia, Costa Rica, Espanha, Holanda, França, México, Alemanha, África do Sul, Turquia, Egito, Panamá, República Tcheca, Bélgica, Jordânia, EUA, Cuba, Itália, entre outros.

11/05/2020 17h00Atualizado há 4 semanas
Por: André Pessoa
Fonte: André Pessoa
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Carmelita Castro (imagem divulgação)
Carmelita Castro (imagem divulgação)

Se você pensava que a novela mexicana do julgamento em segunda instância da prefeita cassada de São Raimundo Nonato  (525 km de Teresina), Carmelita de Castro Silva (Progressistas), estava em seus capítulos finais, se enganou redondamente. A corte do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), decidiu suspender, outra vez, a sessão de julgamento. 

Foram cerca de 2 horas discutindo detalhes técnicos do processo e dando novas oportunidades de argumentos aos defensores dos acusados que se ativeram a contestar as provas. Ninguém votou. Nem mesmo o desembargador Fernando Lopes, que na última sessão do dia 25 de abril, pediu vista do processo. Ou seja, o pedido que regimentalmente é de 10 dias, na prática, se transformou em mais de 20 dias. 

Na verdade, como aparenta pelo conjunto de provas e argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e fortalecidos pelo voto do relator, fica cada vez mais difícil fugir da manutenção da sentença condenatória.

Ao contrário do que diz a unanimidade da defesa, as provas carreadas aos autos são robustas e periciadas tecnicamente o que se leva a pensar na suposta e iminente manutenção da cassação de Carmelita Castro e seu grupo político, que, dessa forma, parece ser cada vez mais inevitável.

O caso é conhecido no Piauí como uma novela mexicana pelo enredo parecido com as tramas do país latino, com sequências e mais sequências de adiamentos, repetindo a história. 

O julgamento vem sendo procrastinado no TRE-PI desde a gestão passada. Não por decisão da ex-presidência, mas sobretudo por chicanas da defesa. Agora, inusitadamente,  quem vem paralisando o julgamento, sessão após sessão, é um membro da própria corte, o desembargador Fernando Lopes. 

Mesmo com o procurador eleitoral Leonardo Carvalho afirmando enfaticamente, em alto e bom som, que a “causa está madura”, o Tribunal suspendeu a sessão e remarcou para o próximo dia 19.

Troca de farpas

A sessão de hoje do julgamento de Carmelita Castro teve uma espécie de troca de farpas entre o relator do processo, Charlles Max é o advogado Josino Ribeiro Neto. 

Charlles não gostou da forma que Josino se referiu ao seu voto e disse que o advogado desrespeitou não apenas ele, mas todo o corpo técnico do Tribunal. 

Antes do julgamento ser suspenso o advogado Josino Ribeiro contra-atacou e disse que tinha se referido tão é apenas ao voto do relator, e não a corte como um todo.

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