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Pedido de vista

Pedido de vista adia mais uma vez julgamento de Carmelita Castro

E a novela “Carmelita em Ação” continua, até quando ninguém sabe!

Comentando os Fatos

Comentando os FatosA coluna Comentando os Fatos tem como propósito ser um canal de discussão dos principais assuntos comentados pela população de São Raimundo Nonato. Nossa missão é replicar e comentar os fatos que estão acontecendo e sendo comentados pelo povo. POR: ALÍRIO RIBEIRO

23/04/2020 20h40Atualizado há 1 mês
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: Alirio Ribeiro
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Foto> Política Dinâmica
Foto> Política Dinâmica

Com pedido de vista do Desembargador Fernando Lopes, o julgamento do processo pelo provimento de cassação da Prefeita Carmelita Castro, do vice-prefeito Beto Macêdo, e dos vereadores Rian Marcos, Laércio Carvalho e Nunes e ainda o deputado Hélio Isaias, foi adiado mais uma vez, e com isso a novela “Carmelita em Ação” continua.

Após várias tentativas dos cinco advogados de defesa dos acusados, tentando protelar mais uma vez o julgamento, os desembargadores deram prosseguimento ao julgamento que se estendeu por toda a tarde.

O parecer do Ministério Público Eleitoral foi bastante esclarecedor e importante, assim como as colocações do advogado de acusação colocando por terra os argumentos da defesa.

O Relator do processo Dr. Charlles Max, fez uma ampla explanação sobre as provas que incidem contra os acusados, destacando passo a passo as falas das pessoas citadas em áudios que serviram como embasamento investigatório do processo contra a prefeita Carmelita e os demais acusados  na ação.

Os advogados de defesa pediram a nulidades dos áudios como peças das provas, alegando que as mesmas foram gravadas de forma irregular, no entanto o relator, deixou bem claro que os áudios, foram o embasamento para as provas dos autos, e que não podem serem deixados a parte. E após fazer uma ampla explanação das provas apresentadas nos autos, deu seu parecer  favoravel ao provimento do Processo de Cassação dos envolvidos.

Na sequencia o Desembargador Fernando Lopes, disse que devido pontos divergentes e confusos iria pedir vista ao processo. Com pedido de vista o Presidente do TER-PI, encerra a cessão e o julgamento é adiado mais uma vez.

Comentando os Fatos

Quero primeiramente colocar um parênteses sobre o pedido de vista do Desembargador Fernando Lopes que afirmou que o processo teria “pontos divergentes”, é inacreditável e até incompreensível uma ação que já está caducando dentro do TER-PI, ainda ter pontos divergentes para os nobres desembargadores. Este julgamento já foi adiando mais de 10 vezes e o desembargador ainda tem divergências? Isto é incrível! Seria mais sensato ele dar o seu voto contrário ao parecer do Relator.

Passou da minha conta

Pessoalmente, eu tinha uma breve noção de alguns atos ilícitos praticados nas eleições municipais pelo grupo da prefeita Carmelita Castro, mas diante do parecer do Desembargador Charlles Max, foi que eu tive uma verdadeira dimensão do uso da máquina administrativa em benese ao grupo político da então candidata Carmelita Castro nas eleições de 2016.

Com todo esse poderio governamental cujo secretário de Defesa Civil do Estado do Piauí, sendo o esposo da candidata a prefeita de São Raimundo Nonato,  fez uso da máquina administrativa do Estado de forma indiscriminada como relatou o desembargador Charlles Max.

Outro ponto que não foi citado nos autos, quanto ao uso da máquina governamental a seu favor, destaco aqui que no período pré-eleitoral a candidata Carmelita Castro ainda contava com sua irmã Margarete Coelho que era vice-governadora, e ao assumir interinamente o governo do Estado, deu suas canetadas favorecendo a então irmã pré-candidata com obras como a famosa Estrada da Ingazeira, ligando o bairro Aldeia à BR-020, obra esta, que foi chamada na época de asfalto sonrisal, devido a má qualidade dos serviços. E quem era o dono da empresa vencedora da licitação desta obra, parente bem próximo da pré-candidata.

Através de recursos da Defesa Civil foram construídos calçamentos poliédricos no interior do município realizado apenas como pretexto eleitoreiro. Cito aqui um calçamento em paralelepípedo de um trecho de uma estrada vicinal na comunidade Lagoa da Firmeza que não beneficiou ninguém da comunidade, porque as residências daquela comunidade ficam todas distantes do calçamento entre 30 e 50 metros e cada casa se distancia umas das outras a mais de 100 metros.

Está mais que provado que a candidata Carmelita Castro foi eleita não apenas pela bela e rica campanha midiática, mas principalmente pelo uso da máquina administrativa do Estado através do seu esposo que comandava a Secretaria de Defesa Civil do Estado. É o que ficou explícito nos autos do processo que cassou o seu mandato e dos demais envolvidos em julgamento de Primeira Instância, e segue para ser julgado em Segunda Instância no TRE-PI.

REVEJA AQUI A SEGUNDA PARTE DA SESSÃO DO TRE-PI (23-04-2020)

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