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9º Capítulo

Julgamento de Carmelita Castro é confirmado pelo TRE-PI para a próxima segunda-feira

Depois da posse física e fechada da nova presidência, sessão da Corte Eleitoral será por videoconferência

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Jornalismo de VerdadeANDRÉ PESSOA Fotojornalista pernambucano especializado em reportagens ambientais. Tem trabalhos publicados em exposições, catálogos de arte, livros, emissoras de televisão, jornais, revistas e plataformas digitais no Brasil e no exterior. Já esteve documentando a natureza, a cultura e a história de países como a Polônia, Grécia, Costa Rica, Espanha, Holanda, França, México, Alemanha, África do Sul, Turquia, Egito, Panamá, República Tcheca, Bélgica, Jordânia, EUA, Cuba, Itália, entre outros.

03/04/2020 11h38Atualizado há 2 meses
Por: André Pessoa
Fonte: André Pessoa
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Carmelita Castro (Foto: Portal Mandacaru)
Carmelita Castro (Foto: Portal Mandacaru)

Depois da impactante decisão de ontem do ministro Dias Toffoli, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), contra as tentativas da defesa, está confirmado o julgamento da prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita de Castro Silva (Progressistas), parte do seu grupo político e correligionários para a sessão virtual do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), na próxima segunda (6) abril logo após a posse física da nova presidência da Corte Eleitoral. 

Será a nona (9) tentativa de iniciar efetivamente o julgamento do caso. Desde janeiro a Corte vem sendo constrangida com uma série de adiamentos, protelações e chicanas da defesa dos acusados. Tudo conforme a Lei prevê. 

Julgamento deve ser adiado

Mas infelizmente a expectativa é que o julgamento deva ser, outra vez mais, adiado. Explico: é que o novo presidente, desembargador José James Pereira pode alegar necessidade para conhecer detalhamento o processo antes de seguir com o julgamento.

O presidente da Corte Eleitoral só vota quando existe um empate entre os julgadores.

Dessa forma, o processo deve, outra vez, ser interrompido, paralisado. Pior. Agora sem prazo até que os autos sejam devolvidos e estejam aptos para o julgamento no plenário virtual através de videoconferência.

Cenas dos próximos capítulos

Como se pode depreender dos fatos, realmente o caso foi corretamente chamado de o “Julgamento que nunca começa”. Mas os trâmites jurídicos permitem esse tipo de manobra e cabe a sociedade manter atenção sob a Corte para evitar ainda mais manipulações como já ficou constatado com as diferentes tentativas de adiamento do processo.

O imbróglio no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostrou que os acusados estão dispostos a todo tipo de manobra para tentar evitar definitivamente o julgamento.

 

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