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Coronavirus

Brasil tem 77 mortes e 2.915 casos confirmados de novo coronavírus, diz Ministério da Saúde

Ministério da Saúde diz que, até as 17h30, país tinha 194 pacientes internados em UTIs e outros 205 em enfermarias.

27/03/2020 07h29Atualizado há 2 meses
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: Bem Estar/Globo
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Mandetta, Ministro da Saúde
Mandetta, Ministro da Saúde

O primeiro mês da circulação do coronavírus Sars-Cov-2 no Brasil deixou 77 mortes e 2.915 casos confirmados. Os dados são do balanço do Ministério da Saúde, que compilam os dados repassados pelas secretarias estaduais até as 17h30 desta quinta-feira (26). Cardíacos, homens e pessoas acima de 60 anos estão entre os grupos que tiveram mais casos graves e mortes neste mês. O balanço aponta ainda que, nesta tarde, o país tinha 194 pacientes internados em UTIs e outros 205 em enfermarias.

 
Panorama dos pacientes internados com Covid-19 no Brasil — Foto: Cido Gonçalves/G1Panorama dos pacientes internados com Covid-19 no Brasil — Foto: Cido Gonçalves/G1

Panorama dos pacientes internados com Covid-19 no Brasil — Foto: Cido Gonçalves/G1

Em relação ao dia anterior, quando o balanço apontava 57 mortes, houve um aumento de 35%. Em relação aos casos, que somavam 2.433 casos na quarta, a alta foi de 19%. Dos casos, 1.665 estão no Sudeste. No Brasil, a taxa de letalidade é de 2,7%.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que a pasta não vai dar projeção de qual a estimativa de casos para o próximo mês, mas afirmou que não trabalha com a perspectivas de redução dos casos em abril.

 

"A previsão é que nós vamos ter 30 dias muito difíceis. Provavelmente nós estejamos aí na fase crítica da pandemia. Nós não vamos começar a reduzir os casos em 30 dias, nós temos uma estimativa maior pra ter a redução dos casos" - João Gabbardo, secretário-executivo

 

 
Mapa dos casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1Mapa dos casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

Mapa dos casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

O Ministério da Saúde chegou a divulgar que o total de mortes era de 78, mas o número foi corrigido pelo governo porque a tabela considerava uma morte a mais no Distrito Federal.

Perfil das vítimas

De acordo com o governo, pessoas com problemas no coração, do sexo masculino e com mais de 60 anos são maioria entre os casos graves e mortes causadas pelo coronavírus Sars-CoV-2 no Brasil.

  • Maior parte dos casos graves e óbitos ocorreu com em brasileiros com mais de 60 anos
  • 58% dos casos graves e 68% das mortes são de pacientes homens
  • Doenças do coração são as principais associadas aos casos graves e mortes
  • Diabéticos e pacientes com outras doenças respiratórias, como asma, também estão casos mais graves

"Vocês podem observar que as curvas estão mais elevadas para os óbitos a partir de 60 anos, mas elas ficam muito mais intensas entre 70 anos ou mais. Por isso, a gente está recomendando que as pessoas acima de 60 anos fiquem em isolamento, cumprindo as orientações", disse Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.

 
Mortes por coronavírus em pacientes com outras doenças — Foto: Carolina Dantas/G1Mortes por coronavírus em pacientes com outras doenças — Foto: Carolina Dantas/G1

Mortes por coronavírus em pacientes com outras doenças — Foto: Carolina Dantas/G1

 

100 mil casos em 2 dias no mundo

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira (26) que, nos últimos dois dias, o mundo registrou mais 100 mil novos casos de coronavírus. Ao todo, já são mais de meio milhão de pessoas infectadas.

Na segunda-feira (23), a OMS apresentou um balanço dos casos a cada marca de 100 mil para alertar como a pandemia está se acelerando nesta semana: os primeiros 100 mil casos de Covid-19 foram registrados em 67 dias - mas foram necessários apenas mais 11 dias para dobrar e atingir 200 mil casos e outros quatro dias para chegar a 300 mil casos. Agora, a pandemia levou dois dias para somar mais 100 mil novos casos ao balanço.

""A pandemia da Covid-19 está se acelerando a uma taxa exponencial", publicou nas redes sociais o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. "Sem ação agressiva em todos os países, milhões poderão morrer", completou.

 

 

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