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Rolo Compressor

Caso Carmelita: O rolo compressor do poder político em ação

Mais uma vez a defesa da prefeita tenta adiar a decisão sabe-se para quando

Comentando os Fatos

Comentando os FatosA coluna Comentando os Fatos tem como propósito ser um canal de discussão dos principais assuntos comentados pela população de São Raimundo Nonato. Nossa missão é replicar e comentar os fatos que estão acontecendo e sendo comentados pelo povo. POR: ALÍRIO RIBEIRO

02/03/2020 16h24
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: Blog: Comentando os Fatos
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Dep. Hélio Isaias ao lada da Cunhada Margarete Coelho (Deputada Federal)
Dep. Hélio Isaias ao lada da Cunhada Margarete Coelho (Deputada Federal)

Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) do ano de 2016, ajuizada pela Coligação “Força do Povo” e o ex-prefeito Avelar Ferreira, já ultrapassa o período de 3 anos em tramitação, e após algumas intervenções para prorrogar o máximo possível, mais uma vez o rolo compressor do poder político tenta adiar o julgamento do TER-PI marcado para esta próxima terça-feira (03), sob a alegação de que o Presidente do TRE, teria interesse pessoal no caso.

Diante dos argumentos da defesa da prefeita Carmelita Castro ao entrar com o pedido de suspeição do Presidente do TER-PI, sob a alegação de possível favorecimento ao lado interessado na manutenção pela cassação da prefeita, coloca em cheque-mate a lisura das decisões eleitorais do TER-PI, não apenas de um juiz, mas de um colegiado inteiro. Se o presidente do TRE  não for capaz de conduzir a decisão, também coloca sob suspeita o outro juiz substituto que deverá ser nomeado apenas para presidir a referida sentença a ser julgada nesta terça-feira (3). Mas segundo especialistas as alegações da defesa da prefeita é apenas tumultuar o processo e ganhar tempo. Isto mostra que a nossa justiça mesmo tendo toda a boa intenção, as leis vigentes sempre deixam brechas para que os maus políticos ou aqueles apadrinhados do poder político e econômico não sejam julgados e condenados pelos seus crimes.

Entenda a origem da ação

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que foi ajuizada pela Coligação “Força do Povo” e o ex-prefeito Avelar Castro que alegaram que os denunciados teriam tido êxito nas eleições realizadas em 02 de outubro de 2016, mas que a vitória teria sido fruto de compra de votos e abuso do poder econômico e político.

Argumentaram que a estratégia principal dos acusados no processo eleitoral teria sido o oferecimento de diversas benesses a eleitores que se encontravam em grave situação decorrente da estiagem, como poços tubulares, reformas, barragens etc.

Segundo os denunciantes, os abusos e compra de votos teriam ocorrido por meio de atuação coordenada de Carmelita, então candidata a prefeita, dos vereadores da sua coligação, que lhe davam suporte político, e do então secretário de Defesa Civil do Estado do Piauí, Hélio Isaias da Silva, esposo de Carmelita.

Consta que a secretaria de Defesa Civil teria sido utilizada indevidamente para atender a solicitações da então candidata a prefeita, funcionando a máquina do Estado como meio de captação ilícita de sufrágio e desequilíbrio das eleições.

Ainda de acordo com a denúncia, Hélio Isaías atuaria através de Martinho Afonso (“Lobinho”) em favor da candidatura da prefeita Carmelita Castro e respectivo vice Luis Alberto, que seriam apoiados nesses atos pelos então candidatos e/ou vereadores Irmão Rian, Nunes de Jesus, Eumadeus, Laércio Dias, José Ronaldo, Paulo Jeovane e Arenaldo Ribeiro.

A decisão de cassação do mandato só terá eficácia após o seu trânsito em julgado ou a confirmação em sede de segundo grau, no caso pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, que acarretaria ainda a perda dos direitos políticos pelo período de 8 anos consecutivos.

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