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RenovaBR

RenovaBR, de Luciano Huck, capacita interessados em disputar eleições

O RenovaBR é o primeiro de políticos do Brasil, apoiado basicamente por executivos e empresários, como o apresentador Luciano Huck.

28/09/2019 16h26
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: Correio Braziliense
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© Bernado Bittar/CB/D.A Press
© Bernado Bittar/CB/D.A Press

Recife (PE) — Tratados como guardiões da nova política, os 269 integrantes do braço nordestino do movimento RenovaBR concluíram, neste sábado (28/09), o curso de formação para “aprender a ser político”. A ideia é que muitos concorram às prefeituras e câmaras de vereadores em 2020. Criado em 2017, o movimento elegeu representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. 

O RenovaBR é o primeiro de políticos do Brasil, apoiado basicamente por executivos e empresários, como o apresentador Luciano Huck. “Nossa proposta é reconhecer a política como uma missão pra gente talentosa e comprometida. Não é um negócio”, explica o fundador do RenovaBR Eduardo Murarej. 

Segundo ele, integrantes do RenovaBR conseguiram 4,5 milhões de votos nas eleições de 2018. Quando começou, o programa reuniu pouco mais de quatro mil pessoas. Hoje, são mais de 31,3 mil inscritos nas aulas preparatórias. “É para mostrar que pessoas comuns podem ser políticos fora do comum”. 

Como a ideia do projeto é ser inclusivo, os executivos incentivam a presença de candidatos de diferentes etnias e meios sociais, por exemplo. Dos cinco alunos com deficiência física que fizeram o curso em 2017, dois foram eleitos no ano seguinte. “O número de estudantes deficientes subiu para 55 em 2019”, conta o responsável pelo setor de Diversidade Danilo Lima. 

Candidaturas femininas

Num momento em que o Congresso Nacional discute o fim da obrigatoriedade de 30% de candidaturas femininas, o RenovaBR aponta 31% de usuárias mulheres em seus cursos de formação. Uma delas é a advogada Ludmila Ribeiro, 29 anos, natural de Colinas, no Maranhão. “O número de mulheres é baixo, então, não me sinto representada. Acho que metade dos parlamentos, sejam federais ou municipais, deveria ter um número maior de mulheres eleitas”. 

Ainda assim, Ludmila reconhece a dificuldade das candidaturas femininas. Embora tenha se formado neste sábado e possa contar com o apoio do RenovaBR nas eleições de 2020, não pretende concorrer. “Tenho um tio que é vereador, é machista e arcaico, mas não abre mão. Tenho que fazer um trabalho para conquistar até minha família, imagine nas urnas..”.

Confiança

Eleito na esteira da mudança, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), ex-aluno do RenovaBR Cidades, explica que “a má qualidade dos representantes quebra o elo principal do político com a sociedade: a confiança”. Ele diz que a solução é ir para “a batalha” e aprender tudo o que puder para tentar fazer um bom trabalho depois das eleições. 

“Minha maior vitória foi uma grande derrota. Sei porque não me elegi, sei os erros que cometi. Mas saí maior por causa dos vínculos que fiz”, explica Mônica Rosenberg, líder do RenovaBR em São Paulo. Ela concorreu à vaga de deputada federal, mas acabou fora desta legislatura. “Vou concorrer de novo. A maios derrota não é não se eleger, é desistir de lutar por um Brasil igual”, acrescenta.

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