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Sertanejas enroladas

Três prefeitas do PP com mandatos cassados justiça

Em 2016, o Progressistas elegeu três prefeitas no território Serra da Capivara, no semiárido piauiense. Michelle de Oliveira Cruz em São Lourenço do Piauí, Maria das Virgens em Dom Inocêncio e Carmelita Castro em São Raimundo Nonato.

03/09/2019 07h34
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: Coluna Gustavo Almeida/ Política Dinâmica
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As três prefeitas com a deputada Margarete Coelho (Foto: Reprodução/Facebook Margarete)
As três prefeitas com a deputada Margarete Coelho (Foto: Reprodução/Facebook Margarete)

Em 2016, o Progressistas elegeu três prefeitas no território Serra da Capivara, no semiárido piauiense. Michelle de Oliveira Cruz em São Lourenço do Piauí, Maria das Virgens em Dom Inocêncio e Carmelita Castro em São Raimundo Nonato. Foram elas as únicas mulheres eleitas para o cargo de prefeito naquela região da caatinga.

A então vice-governadora do Piauí e hoje deputada federal Margarete Coelho (Progressistas) celebrou muito a vitória delas, já que representaram um marco na região, sendo, cada uma, a primeira mulher a chegar à prefeitura do seu município. Na época, Margarete chegou a dizer que eram três sertanejas guerreiras, três caatingueiras de fibra.

De fato, a vitória do trio em seus municípios foi linda. Mas, passados quase três anos, todas elas já tiveram a perda dos mandatos e/ou cassação decretados pela Justiça, sendo todos os casos decisões de primeira instância, onde as gestoras podem recorrer sem deixar o cargo. Até agora, apenas uma delas, Michelle Cruz, de São Lourenço do Piauí, conseguiu reverter a cassação por abuso do poder político e econômico no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Ela havia sido cassada em maio de 2018.

Já as outras duas correm para tentar virar o jogo. No dia 28 de agosto, o juiz da comarca de São Raimundo Nonato decretou a perda da função pública de Maria das Virgens, de Dom Inocêncio, acusada pelo Ministério Público do Piauí (MP-PI) de improbidade administrativa. O magistrado ainda fixou a perda dos direitos políticos dela por quatro anos e a proibição de contratar com o poder público. Conforme a decisão, a perda da função pública deverá ocorrer somente quando houver o trânsito em julgado da ação.

Ontem, segunda-feira (2), foi a vez de Carmelita, de São Raimundo. O juiz da 13ª Zona Eleitoral da cidade cassou o mandato da prefeita, que é irmã de Margarete Coelho e mulher do deputado estadual Hélio Isaías (Progressistas). Ela é acusada em uma Ação de Investigação Eleitoral de abuso do poder político e econômico nas eleições de 2016, quando derrotou o então prefeito Avelar Ferreira. Carmelita pode recorrer no cargo.

As três sertanejas fizeram história ao chegar às prefeituras de seus municípios, mas também chegaram rapidamente aos tribunais. No caso de Michelle, como já dito, o drama da cassação em 1ª instância foi superado. Já Carmelita e Maria das Virgens ainda terão um caminho a percorrer e iniciam de agora em diante a tentativa de reverter as decisões em que foram condenadas. As sertanejas guerreiras terão que guerrear também na Justiça.

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