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Eleições Argentina

Macri diz que 'teve uma eleição ruim' e oposição fala em 'nova Argentina' após prévias presidenciais

Atual presidente reconheceu derrota frente a Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice. Opositor obteve 15 pontos de vantagem sobre Macri.

12/08/2019 07h20
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: G1
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Alberto Fernández discursa a apoiadores na sede da campanha 'Frente de Todos' neste domingo (11) — Foto: Agustin Marcarian/Reuters
Alberto Fernández discursa a apoiadores na sede da campanha 'Frente de Todos' neste domingo (11) — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

O atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, reconheceu a derrota nas eleições prévias obrigatórias da corrida presidencial realizadas neste domingo (11). As primárias definem oficialmente quem serão os candidatos de cada partido nas eleições nacionais que acontecem em outubro.

Com 99,37% das urnas apuradas, Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice, teve 47,66% dos votos, e Macri 32,08%. Roberto Lavagna aparece em 3º lugar com 8,23% dos votos.

 

O vice de Macri é Miguel Ángel Pichetto, que era um peronista, grupo político ao qual Cristina Kirchner também pertence.

Os dois principais nomes da disputa pela presidência da Argentina votaram por volta das 11h.

 

'Eleição ruim'

 

Macri se antecipou à divulgação dos resultados e reconheceu um desempenho abaixo do esperado. Os primeiros números da apuração só foram divulgados mais de uma hora após o previsto. Alguns partidos reclamaram que o sistema de dados ficou "às escuras" logo depois do fim da votação.

 

"Tivemos uma eleição ruim e isso nos obriga a partir de amanhã a redobrar nossos esforços. Dói que não tenhamos todo o apoio que esperávamos", disse Mauricio Macri.

'Nova Argentina'

 

Após a confirmação dos resultados, Fernández, que é o representante da 'Frente de Todos', falou a seus apoiadores na sede da campanha e disse querer criar uma "nova Argentina".

 

"Nós não vamos restaurar um regime, vamos criar uma nova Argentina, que termine com este tempo de mentiras e que dê aos argentinos um horizonte melhor para o futuro. O conceito de vingança, divisão e qualquer outra coisa acabou. Nunca fomos loucos governando. Vamos arrumar os problemas que outros geraram", afirmou Fernández.

 

 

Como funcionam as prévias argentinas

 

No domingo (11), os argentinos foram às urnas para votar nas eleições primárias, que definem oficialmente quem serão os candidatos de cada partido nas eleições nacionais do dia 27 de outubro. Essa é a terceira vez que ocorrem as prévias obrigatórias.

 

Essas primárias são obrigatórias por lei, mas na verdade todas as chapas já foram definidas -–são dez coligações que disputam a presidência, e em nenhuma delas haverá concorrência entre mais de um pré-candidato.

Os argentinos só podem votar em uma chapa – o eleitor escolhe uma cédula de um partido pelo qual vai votar nas primárias. Por isso, na prática, as prévias servem como uma grande pesquisa eleitoral sobre o primeiro turno da votação, que acontece no dia 27 de outubro.

Elas podem funcionar também como um filtro –para poder participar da eleição, uma frente política precisa ter pelo menos 1,5% dos votos, ou estará fora do primeiro turno.

Na votação presidencial, que acontecerá em outubro, o pleito pode ser definido no primeiro turno se a chapa mais votada tiver 40% dos votos úteis e 10 pontos percentuais a mais que a segunda colocada. As regras também dão vitória em primeiro turno caso o candidato tenha obtido 45% mais um voto.

 

 

 

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