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Mandatos Cassados

Vereadores perdem mandatos por cometerem fraude eleitoral

Os vereadores de Pimenteiras Amysthanio Rodrigues Alves, Antônio Alves Guga Filho e Jander Martins Nogueira tiveram os mandatos cassados pela juíza da 89ª Zonal Eleitoral, Dra. Uismeire Ferreira Coelho.

01/07/2019 21h05
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: Parlamento Piauí
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Os vereadores de Pimenteiras Amysthanio Rodrigues Alves, Antônio Alves Guga Filho e Jander Martins Nogueira tiveram os mandatos cassados pela juíza da 89ª Zonal Eleitoral, Dra. Uismeire Ferreira Coelho. Os três vereadores e mais sete candidatos a vereador da Coligação “Pimenteiras: Nossa Terra, Nossa Gente” são acusados de cometerem fraude eleitoral nas eleições de 2016.

A denúncia apresentada pelo candidato a vereador Gean Lucas da Silva Moura, da Coligação Unidos pelo Desenvolvimento de Pimenteiras, afirma que os dez acusados burlaram a cota de gênero. Gean Moura denunciou que os acusados realizaram a fraude nos registros das candidaturas das mulheres: Alcione Pacheco da Silva, Conceição de Maria e Pedrina Barbosa. Segundo a acusação, a intenção era somente preencher a cota de 30 por cento de candidatas femininas, como determina a lei eleitoral.

As três candidatas, segundo a denúncia, não fizeram campanha e receberam uma votação minúscula. Teve uma das mulheres que não recebeu nenhum voto.

A juíza Uismeire Ferreira Coelho considerou que a fraude eleitoral se tornou evidenciada por algumas circunstâncias que fizeram com que ela concluísse que as três candidaturas foram fictícias. A magistrada colocou que a candidata a vereadora Alcione Pacheco da Silva esteve na seção eleitoral, votou e não conseguiu alcançar nenhum voto. Alcione da Silva não votou nela própria.

A juíza da 89ª Zona Eleitoral lembrou que “a candidata Conceição de Maria Martins obteve apenas um voto e a candidata Pedrina Teixeira Barbosa, por seu turno, obteve apenas 03 votos, sendo certo que elas não desejavam ser efetivas candidatas e não fizeram esforços nenhum para tal, porque era tão somente “figurante”, não ocorrendo sequer depósito na urna eletrônica do próprio voto da candidata ou de familiares, parentes e amigos”.

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