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Reforma Previdência

Relator da reforma afirma que não cederá à pressão de algumas categorias por regras de aposentadoria mais suaves

Policiais federais e professores querem tratamento diferenciado, mas Samuel Moreira diz que proposta atual já é um avanço

26/06/2019 19h35
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: O Globo
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O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) Foto: Jorge William / Agência O Globo
O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) Foto: Jorge William / Agência O Globo

O relator da reforma da Previdência , deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), adiantou que não vai suavizar as regras de aposentadoria para policiais federais e professores. Ele também afirmou que não vai propor uma  regra mais vantajosa para o cálculo do benefício, que será com base  na média de de todas as contribuições feitas pelos trabalhadores para o regime previdenciário e  não apenas sobre os maiores valores. Moreira apresentará o texto final  da proposta - na forma de  complemento ao voto  à primeira versão do seu parecer - na comissão especial que discute a matéria, nesta quinta-feira.

- Todo o esforço que foi feito já no substitutivo foi no sentido de adequar de forma com que os professores pudessem se manter. Ou seja, nós  melhoramos a posição dos professores com relação à PEC (Proposta de Emenda Constitucional, enviada pelo governo). Foi um avanço. Os policiais também estão bem posicionados. Acho muito difícil  mais esforços do os que já foram feitos - afirmou o relator, após o encerramento das discussões sobre o relatório substitutivo da reforma na comissão especial que analisa a matéria.

Moreira destacou também que a estrutura da reforma será mantida no texto final. Ele citou idade mínima, regras de transição, pensão, acúmulo de pensão e aposentadoria e regra de cálculo.

- Essa estrutura se mantém - disse o relator, acrescentando que pretende fazer apenas ajustes no texto, mantendo a economia projetada com a reforma na casa dos R$ 900 bilhões em 10 anos. 

Moreira, contudo, ainda aguarda um acordo entre o presidente da Câmara dos Deputados, governadores e lideres do partidos do centrão para incluir os estados e municípios no relatório. Se isso não for possível  na comissão, destacou, poderá ser feito na forma de destaque,  quando a reforma for votada no plenário da Câmara dos Deputados.

 

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