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Não sou ditador

'Não sou ditador, sou democrata, pô', diz Bolsonaro sobre eventual derrota do decreto das armas

Presidente diz que não poderá fazer nada se Senado derrubar texto que flexibiliza porte e posse de armamento

18/06/2019 10h42
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: O Globo
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Presidente Jair Bolsonaro no Estádio do Morumbi Foto: NELSON ALMEIDA 14-06-2019 / AFP
Presidente Jair Bolsonaro no Estádio do Morumbi Foto: NELSON ALMEIDA 14-06-2019 / AFP

BRASÍLIA - Engajado na defesa dos decretos que editou no mês passado para flexibilizar a posse e o porte de armas no país, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta manhã que não poderá fazer nada caso o plenário do Senado derrube os atos. Governo e oposição evitam declarar vitória antecipadamente, prevendo uma votação apertada nesta terça-feira.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou a derrubada das medidas , por 15 votos a 9. O governo tem apostado na pressão das redes sociais para reverter a tendência de derrota no resultado no plenário. No sábado,  Bolsonaro fez em suas redes sociais um pedido para a população cobrar os senadores pela manutenção dos decretos . Os dois lados evitam declarar vitória antecipadamente e preveem uma votação apertada.

Depois de participar de uma cerimônia de hasteamento da bandeira com ministros, no Palácio do Planalto, afirmou que tem falado com senadores para manter o decreto, "explicando, conversando". Questionado o que pode fazer em caso de derrota, ele disse ser democrata:

— Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô — declarou.

Caso a decisão da CCJ seja mantida, ela ainda terá que ser confirmada pela Câmara para ter efeito. De acordo com pesquisa Ibope, a maioria dos brasileiros é contra a flexibilização das regras das armas .

— Nós sabemos que no Brasil, hoje em dia, quem está à margem da lei está armado. Queremos, para o lado de cá, dar o direito à legitima defesa, que foi decidido nas urnas em 2005. Nada mais estou fazendo do que atendendo a vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo — defendeu o presidente.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), diz que recebe constantemente mensagens pedindo a manutenção dos decretos, mas afirma não saber se a pressão popular será suficiente. Por outro lado, o líder do PT, Humberto Costa (PE), avalia que há uma "boa chance" de derrubar as medidas, mas destaca que o efeito da pressão nas redes é incerto.

 

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