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Joaquim Levi

Bolsonaro ameaça publicamente demitir Joaquim Levy do BNDES

Nesta semana, Bolsonaro demitiu dois importantes colaboradores.

15/06/2019 20h24
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: MSN
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© Marcos Correa/PR - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo Jair Bolsonaro e o presidente do BNDES: `já estou por aqui com o Levy`.
© Marcos Correa/PR - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo Jair Bolsonaro e o presidente do BNDES: `já estou por aqui com o Levy`.

O presidente Jair Bolsonaro ameaçou publicamente demitir o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Joaquim Levy, se ele não suspenda a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para a Diretoria de Mercados de Capital da instituição, informou o jornal O Estado de S Paulo. Pinto foi diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Ao ser questionado se estava demitindo publicamente o presidente do BNDES, Bolsonaro respondeu: “Você tem problema de audição?”. O BNDES não se manifestou ainda sobre a declaracão.

Bolsonaro disse estar no seu limite com Levy e queixou-se de o presidente do BNDES não cumprir o que é acertado. Chegou a declarar que passaria por cima do ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem está subordinado o BNDES, para demitir o ex-ministro da Fazenda do governo de Dilma Rousseff. Bolsonaro chamou Levy de “gente suspeita” e disse que ele está com a “cabeça a prêmio há tempos”.

“Levy nomeou o Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disparou Bolsonaro no Palácio da Alvorada, pouco antes de seguir viagem para Santa Maria (RS) para uma cerimônia militar. “Governo tem que ser assim: quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio há muito tempo”, completou.

Nesta semana, Bolsonaro demitiu dois importantes colaboradores. Primeiro, o general Carlos Alberto Santos Cruz, então ministro da Secretaria de Governo, na quinta-feira 13, por suas desavenças com o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, com o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, e com o guru ideológico do governo, Olavo de Carvalho.  No dia seguinte, demitiiu o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por considerar sua atitude típica de “sindicalista”.

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