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Presidente do SINTE-PI faz interpretação equivocada sobre matéria publicada no Veja SRN

Acredito que ou a professora Vanda não conseguiu interpretar o meu comentário, ou eu não consegui me expressar corretamente

26/05/2021 às 17h20 Atualizada em 27/05/2021 às 08h23
Por: Alírio Ribeiro Fonte: Coluna Comentando os Fatos
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Vacinação trabalhadores em educação
Vacinação trabalhadores em educação

Em matéria publicada ontem (25) no Portal Veja SRN, coluna “Comentando os Fatos”, onde o autor teceu comentários do porque de priorizar os profissionais da educação. Para que se entenda melhor o contexto do que foi escrito, em momento algum foram feitas críticas aos educadores, nem que estavam errados por terem tomado a vacina. O que foi questionado, o porque de priorizar os profissionais da educação. Questionou-se qual a diferença entre imunizar os profissionais da educação e não os comerciários que todo dia estão frente a seus comércios para garantir os seus salários, seja nas farmácias, supermercados, padarias, lojas de material de construção, bancos, casas lotéricas, moto taxistas, taxistas, agentes funerários e outros mais variados segmentos da população, que tem diariamente que enfrentar centenas de pessoas não só de São Raimundo Nonato, mas de toda a microrregião. Infelizmente a presidente do SINTE-PI, não entendeu o que foi colocado no comentário.

Em momento algum foi afirmado na matéria que os professores estariam errados em tomar a vacina, o que não estaria correto seria a prioridade de vacinação da categoria, como também serem vacinados antes de outros grupos que estariam na vez da prioridade como as pessoas em situação de rua, população privada de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade.

Não concordo com essa prioridade, seja ela professores, militares, comerciários, porque todos estes grupos não deveriam ser prioridades. Entendo como prioritários os grupos mais vulneráveis ao óbito em caso de contrair o vírus, como os idosos e pessoas com comorbidades, grávidas, deficientes. Os demais grupos é privilégio, portanto deveriam usar os mesmos critérios para todos, entendo que o mais correto e mais transparente seria por faixas etárias, como vinha sendo feito desde o início.

A única afirmação equivocada e errônea que fiz foi quanto aos profissionais da educação estarem em casa, peço desculpas pela colocação, mas mesmo assim, estes, estando trabalhando diariamente é uma forma de trabalho sob controle sem a necessidade de aglomeração, em nada difere das demais pessoas que saem de casa todos os dias para trabalhar no comércio, nas fábricas, etc.

Acredito que ou a professora Vanda não conseguiu assimilar o meu comentário, ou eu não consegui me expressar corretamente. Jamais teci nenhuma crítica aos professores, mas infelizmente quando o dedo acerta numa ferida, alguém acaba sentindo. Quantas e quantas vezes este mesmo portal defendeu e colaborou com a categoria de professores que hoje o criticam. Eu nem fiz crítica alguma aos professores e se o tivesse feito? Eita classe milindrosa!

Abaixo segue a relação dos grupos de prioridades a tomarem a vacina. Também não concordo com parte dessa relação. Esta é minha opinião!

Ao todo, a lista de grupos prioritários soma uma população de 77,2 milhões de pessoas, pouco mais de um terço dos 210 milhões de habitantes do país. Confira a lista dos públicos prioritários: 

  •          Pessoas com 60 anos ou mais e que estejam institucionalizadas;
  •          Pessoas com deficiência institucionalizadas;
  •          Povos indígenas vivendo em terras indígenas;
  •          Trabalhadores de saúde;
  •          Pessoas de 80 anos ou mais;
  •          Pessoas de 75 a 79 anos;
  •          Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas;
  •          Povos e comunidades tradicionais quilombolas;
  •          Pessoas de 70 a 74 anos;
  •          Pessoas de 65 a 69 anos;
  •          Pessoas de 60 a 64 anos;
  •          Pessoas que possuam comorbidades;
  •          Pessoas com deficiência permanente grave;
  •          Pessoas em situação de rua;
  •          População privada de liberdade;
  •          Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  •    Trabalhadores da educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA);
  •          Trabalhadores da educação do Ensino Superior;
  •          Forças de segurança e salvamento;
  •          Forças Armadas;
  •          Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  •          Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
  •          Trabalhadores de transporte aéreo;
  •          Trabalhadores de transporte aquaviário;
  •          Caminhoneiros;
  •          Trabalhadores portuários;
  •          Trabalhadores industriais. 

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