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Esportes Ravena

Conheça Ravena, goleira do sub-18 do Fluminense

Natural do Piauí, em São Raimundo Nonato, Ravena começou sua carreira como atleta no projeto Veneza, onde permaneceu por três anos, atuando apenas com meninos.

26/03/2021 às 14h13
Por: Alírio Ribeiro Fonte: defesa.com.br
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Ravena, goleira do Fluminense RJ
Ravena, goleira do Fluminense RJ

O Fluminense havia vencido no jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-18, contra o Internacional pelo placar de 2 a 1, em Laranjeiras. Na partida de volta, derrota por 4 a 1 no tempo regulamentar, mas sem o critério de saldo de gols no regulamento, a decisão foi para os pênaltis, e aos 16 anos de idade, Ravena de Jesus Silva brilhou na disputa, defendendo quatro cobranças e ajudando a conquistar o título inédito da competição. 

Natural de São Raimundo Nonato, Piauí, Ravena começou sua carreira como atleta no projeto Veneza, onde permaneceu por três anos, atuando apenas com meninos. Em busca de novas oportunidades de emprego, dona Edna, mãe de Ravena, decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro, e na chegada, a menina entrou no projeto Colorado, mas não atuava como goleira.

“Eu era atacante, mas sempre que o meu time precisava de alguém para agarrar eu sempre ia. Eu era apaixonada por jogar na linha, fazer gol e comemorar com toda a equipe, porque o goleiro sempre fica sozinho comemorando. Fui jogar um amistoso com o projeto, o Colorado, no aterro do Flamengo, e estávamos sem goleira, eu me ofereci para agarrar. Tinha várias pessoas na plateia, uma delas me emprestou uma luva, porque eu estava agarrando sem luva”.

No final de 2018, Ravena participou de uma peneira do Fluminense, em Laranjeiras, e passou. “Não esperava jogar no Fluminense, é um sonho estar jogando nesse clube. No início da carreira, no projeto, alguns meninos me apelidavam, me chamavam de moleque macho, mas mesmo assim eu não desistia, porque o meu amor pelo futebol sempre foi maior do que as dificuldades”.

Como melhor e o pior momento de sua carreira, a goleira não teve dúvidas. “O melhor momento foi ter conquistado o meu primeiro título e o primeiro título feminino do Fluminense. Foi uma honra ter defendido quatro penalidades pelo clube, espero que venham mais títulos. O pior momento foi quando eu me lesionei, em 2019, e tive que ficar fora do Campeonato Brasileiro. Foi o pior momento da minha vida, porque eu estava indo muito bem nos treinos e ter me machucado naquela altura do campeonato foi muito difícil para mim, mas tive que focar na minha recuperação e manter a calma”.

As boas atuações na competição já renderam bons frutos para a sua carreira. Em fevereiro, Ravena foi convocada, pela primeira vez, para a Seleção Brasileira Sub-20, para Fase de Preparação com vistas ao Campeonato Sul-Americano, e após o final do Brasileiro, a goleira foi novamente convocada, desta vez, para a disputa de dois jogos preparatórios diante da Seleção do México. 

“A primeira convocação foi um sentimento enorme, que eu não consigo explicar. A felicidade da minha família, dos meus amigos, é muito bom sentir isso e saber que os meus sonhos estão sendo realizados. Nessa segunda convocação é renovador, e agora nesse momento, após ser campeã, defender quatro pênaltis e ser convocada, um dos melhores dias da minha vida. Só tenho a agradecer, estou muito feliz. Isso é resultado de todo esforço, dedicação e trabalho, meu, das minhas companheiras e de toda a comissão”.

Texto: Comunicação Fluminense F.C.
Fotos: Adriano Fontes/Divulgação

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