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Negociação Vacina

Após mudança na Anvisa, governo negocia aquisição de 30 milhões de doses das vacinas Sputnik V e Covaxin

Expectativa do Ministério da Saúde é ter acesso aos imunizantes ainda em fevereiro

04/02/2021 07h11
Por: Alírio Ribeiro
Fonte: O Globo

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira que vai se reunir na sexta-feira com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina Sputinik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, fornecedor do imunizante Covaxin, para negociar a aquisição de mais 30 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. A expectativa da pasta é ter acesso aos imunizantes ainda em fevereiro.

A decisão de negociar com os dois fabricantes foi anunciada no mesmo dia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou a obrigatoriedade da apresentação do estudo da fase 3 para solicitar a autorização emergencial do uso de vacinas contra o novo coronavírus. A mudança pode facilitar a aprovação dos dois imunizantes no Brasil.

De acordo com o governo, na reunião com as duas empresas serão discutidos os termos contratuais indicados nas minutas de contrato solicitadas nesta quarta, com as bases das negociações, cronograma de entregas e valores das doses dos imunizantes.

Segundo o Ministério da Saúde, o instituto Gamaleya informou ao governo brasileiro que, caso haja acordo, poderá entregar entre fevereiro e março um total de 10 milhões de doses. Essas doses serão importadas da Rússia. A farmacêutica, que instalou uma linha de produção no Distrito Federal, também disse que passará a produzir, a partir de abril, mensalmente Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) e 8 milhões de doses no Brasil.

Em relação à empresa indiana, o governo negocia 8 milhões da Covaxin que poderão ser entregues em fevereiro. O laboratório Bharat Biotechque informou ao governo brasileiro ter condições de entregar mais 12 milhões de sua vacina em março.

Produzida na Índia pelo laboratório Bharat Biotech, a vacina Covaxin, foi questionada por especialistas indianos sobre a falta de transparência de seus estudos clínicos. As críticas ao imunizante ocorrem pois a empresa ainda não divulgou dados de eficácia e segurança e ainda há um teste de fase 3 em andamento desde novembro de 2020.

ovaxin será testada pelo Einstein no Brasil

Na noite desta quarta-feira, a importadora Precisa Medicamentos infirmou ter assinado um termo de cooperação científica com o Instituto Israelita Albert Einstein de Ensino e Pesquisa para realizar, no Brasil, os estudos de fase 3 da Covaxin.

Segundo a Precisa Medicamentos, que representa o laboratório indiano, os ensaios clínicos da fase 3 do imunizante começaram na Índia em novembro do ano passado. Os testes são feitos com cerca de 26 mil voluntários naquele país.

A Precisa Medicamentos, que representa a Bharat no Brasil, tem um acordo de intermediação com a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), que negocia doses do imunizante contra a Covid-19 para cerca de 300 associadas no Brasil.

Após a aprovação do uso emergencial do imunizante na Índia, as clínicas particulares brasileiras passaram a articular a compra de 5 milhões de doses da vacina. A ABCVAC enviou uma delegação à Índia para conhecer detalhes do imunizante.

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